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MST

Sem-terra exigem ressarcimento por lavoura plantada na Fazenda Mesti?a

Sábado, 19 de janeiro de 2008

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Um grupo de 300 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) exige o ressarcimento de uma área de 230 alqueires plantada com feijão e milho para desocupar a Fazenda Mestiça, em Rio Branco do Ivaí, na Região Centro-Norte do estado. A Justiça já expediu um mandado de reintegração de posse.

Os agricultores tinham deixado a propriedade pacificamente em 18 de dezembro, após um acordo que lhes garantia o pagamento pela lavoura. Mas 12 dias depois, os sem-terra decidiram ocupar novamente a fazenda alegando que o acordo não foi cumprido.

A propriedade, de 1.238 alqueires, pertence à agropecuarista Maria Antonieta de Junqueira Neto Cordeiro e tem laudo de produtividade atualizado, emitido pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O MST ocupou a área pela primeira vez no dia 1.º de setembro de 2007, com cerca de 1,5 mil pessoas.

Segundo coordenador estadual do MST, José Damaceno, o feijão está em ponto de colheita e a produção de 230 alqueires, segundo estimativas, poderia render até R$ 1,1 milhão, mesmo considerando que é uma área cultivada com baixa tecnologia.

A juíza da Comarca de Grandes Rios, Paula Andréia Samuel de Oliveira Monteiro, confirmou nesta sexta-feira (18) que o advogado que representa a proprietária da Fazenda Mestiça deu entrada numa petição, reafirmando o cumprimento do mandado de reintegração de posse da área. "O despacho confirmando a sentença anterior foi expedido no dia 7 de janeiro", informou a juíza, acrescentando que as autoridades policiais solicitaram um prazo para planejamento de uma nova reintegração.

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